Código por agentes: revisão, execução e recuperação
Um fluxo prático para transformar pedidos em mudanças pequenas, verificáveis e reversíveis, sem confundir uma interface convincente com execução comprovada.
Reproduza antes de corrigir
Descreva o comportamento esperado e o observado com uma entrada concreta. “Login falha” é menos útil que “depois de confirmar o e-mail, o retorno abre a página inicial, mas a sessão não é restaurada”. Registre navegador, versão, rota e mensagem de erro sem copiar senhas ou tokens. Siga a ação do formulário ao servidor e de volta ao estado visual. Quando a falha estiver localizada, preserve um caso pequeno que a reproduza. Isso impede uma correção cosmética que apenas muda a mensagem enquanto o problema permanece.
Revise o conjunto completo de mudanças
Leia os arquivos alterados e seus consumidores. Uma assinatura de função nova pode exigir mudanças no cliente, no servidor, nos tipos e no teste. Confira caminhos, importações, tratamento de falhas e compatibilidade com dados existentes. O agente deve preparar as alterações antes de gravá-las e mostrar o que será criado, atualizado ou removido. Uma alteração em permissões ou migração merece uma revisão específica; a existência de um botão “Aplicar” não prova que essa revisão aconteceu. Se o projeto mudou durante a geração, compare a revisão de origem e recalcule o diff antes de aplicar.
Separe os níveis de verificação
Um parser confirma que a sintaxe é aceita. Um build verifica parte da integração entre módulos. Um teste unitário cobre uma regra isolada. Um teste de ponta a ponta percorre uma tarefa real. Nenhum deles, sozinho, garante todo o produto. Para um login, verifique campos inválidos, credenciais recusadas, conexão indisponível, retorno de sessão e recuperação de acesso. Para arquivos, confira se o documento abre e contém o que foi solicitado. Relate comando, resultado e limite do teste. Quando a execução não estiver disponível, marque “não executado”; não substitua evidência por uma frase confiante.
Planeje a recuperação
Antes de aplicar, mantenha uma cópia recuperável dos arquivos afetados. Valide todos os destinos antes da primeira gravação e rejeite caminhos fora da pasta autorizada, links simbólicos e colisões entre arquivos. Se uma gravação falhar, restaure o conjunto anterior em vez de deixar metade da alteração aplicada. Depois de publicar, repita o fluxo principal na versão servida: o artefato local e o publicado podem divergir. Critério de aceitação: o defeito reproduzido desaparece, os fluxos adjacentes continuam funcionando, o usuário consegue revisar o diff e existe um caminho claro de retorno.